sábado, 22 de setembro de 2012

KLISHESHIMA PARTE 1

É confuso, em especial para o modelista disciplinado, ver alguém saltar de um projecto para outro. Sou assim e já estou velho para conseguir mudar, se é que quero.
Adquiri o hábito de pegar noutro projecto quando me encontro em becos sem saida com o projecto em mãos ou porque acuso cansaço e preciso de variar. Afinal isto é um hobby. É uma tese muito discutível, os meus amigos ficam perplexos. Eu não a recomendo a ninguém...
Bem basta de longas introduções.

It is puzzling, specially for a seazoned modeler to see someone jumping form one project to another. That's the way I am and too old to change, if I really want to.
I got the habit of grabbing another project either because I was waiting for a part or I'm in a dead end or simply because I was starting to get bored and I do this hobby for fun.
It is a very arguable theory, my friends get puzzled or make fun of me. Anyway I don't recommend this pratice...

KLISHÊSHIMA
ESCALA:  N japonesa (1/150)
DIMENSÕES: 1050X 450mm
CARRIL: Peco código 80
AGULHAS: Peco Setrack, 2 na gare fantasma accionadas manualmente, porque não estão à vista.
COMANDO: analógico, WS da Gaugemaster, transformador levezinho tipo carregador de telefones, de 220V/AC para 12V DC.
APRESENTAÇÃO: Em caixa iluminada com LEDs em fita.
TECHNICAL DATA:
SCALE: 1/150, the Japanese N scale / LAYOUT DIMENSIONS: 1050 X 450mm / RAILS: Peco code 80 /
TURNOUTS: Peco Setracks, mannualy operated / CONTROL: analogic with a hand-
held WS Gaugemaster throttle / PRESENTATION: boxed diorama
Estas eram as dimensões originais, mas depois de assente a via, pareceram-me muito apertadas e pouco eficientes visualmente. Aumentei para 1050x450mm e alarguei os raios das curvas, embora estas como estavam garantiam a circulação do material escolhido. 
These were the initial dimensions, but after laying the track I felt too skimpy with space and enlarged it to the present dimensions, resulting in a better diorama and slightly wider radius, although I had no functional problems with the first. 

“HISTÓRIA”:  Uma linha rural, algures no Japão, em tempo indeterminado; tanto poderá ser hoje como há 30 anos. Os eléctricos passam, servindo as populações nas suas deslocações à Grande Cidade, mas o ritmo de vida continua imutável, ditado pelas estações do ano.
THE PLOT: A rural line somewhere in Japan, date indetermined. Could be today, more likely some 30 years ago. The trams serve the population on their occasional trips to the Big City, but life here remains unchanged, dictated by the seasons.  
OPERAÇÃO: Se é digna desse nome, a operação é muito simples. Passa um eléctrico de cada vez na linha em via única. Este lugarejo, do qual só uma habitação está perto da estação, situa-se entre duas estações de cruzamento.
OPERATION:  if you can call it, is very simple. The trams pass alternatively on each direction. Sometimes there's a freight train passing without stoping or the maintenance trains. 
Material rolante como vem na caixa /rolling stock out-of-the-box
FROTA: 2 veículos bastariam para a operação. Cruzam-se na gare-fantasma, surge um de cada vez em cena. Para tornar o tráfego mais diversificado, prevêem-se circulações de mercadorias e manutenção de via.
THE FLEET: 2 trams would suffice, but it would easely become boring, so there will be single trams, double units, freight and maintenance. The stagging yard under the mountain allows the crossing of trains on opposite directions. 


REFERÊNCIAS
 O tema é totalmente novo para mim. Embora haja muita informação disponível na net, não é fácil para um gaijin (estrangeiro em japonês) em especial um que nunca foi ao Japão, capturar a essencia.
Klishêshima é um clichet do meu Japão imaginário. Um cartão-postal em que cruzo gravuras de Hiroshige com fotos da actualidade.
 Sou vago na datação da cena, talvez anos 60 ou 70. Refugio-me no tal cartão-postal intemporal. Apoiei-me no trabalho de alguns modelistas japoneses. Sendo locais, sabem melhor que eu o que é significativo e o que não é.
REFERENCES:
The theme was totally new for me. In spite of a wealth of information on the web is hard for a gaijin (foreign in japanese), specially one that never been there, to capture the essence of Japan.
Klisheshima is a clichet of my imaginary Japan. A postcard where I criss-cross Hiroshige's printings with present days photos.

 
Alguns dos eléctricos que ainda hoje circulam  têm pelo menos uns 60 anos. Constatei que o uso de via única com cruzamentos nalgumas estações é uma prática de longa data que a moderna tecnologia na gestão de tráfego e comunicações tornou possível continuar a usar com sucesso. No mundo ferroviário real, uma das vantagens mais óbvias em relação às estradas é a largura do corredor necessária para implantar uma via-férrea.
 
 
Some of the trams still in operation today are at least 60 years old. I realised that the use of single tracks with crossings in stations is an old pratice that the technology of traffic management and comunications assure traffic safety. In the real railway world one of the advantages often mentioned is the need for a narrower corridor to install a railway line than a road.